Pesquisa mostra preconceito das identidades de gênero

Entre 100 mil mulheres e 30 mil homens há um transexual

O assunto que vem ganhando visibilidade nos últimos anos ainda está longe de ser entendido por grande parte da população. Muitas vezes, a definição é confundida com homossexualidade. Segundo cientistas, o cérebro do indivíduo nessa condição não reconhece a sua identidade sexual. Neste caso, sexo de nascimento e cérebro não estão em sintonia. Sobre como isso acorre, ainda não há um fator comprovado. A causa pode ser biológica, tendo início na gestação, pois a identidade feminina ou masculina é desenvolvida no cérebro do feto após a formação dos órgãos sexuais.

A Wikipédia traz algumas definições sobre sexualida

de. Entre elas: Transgênerorefere-se à condição onde a expressão de gênero e/ou identidade de gênero de uma pessoa é diferente daquelas atribuídas ao gênero designado no nascimento. Orientação sexual – A orientação sexual de uma pessoa indica por quais gêneros ela sente-se atraída, seja física, romântica e/ou emocionalmente. Ela pode ser assexual, bissexual, heterossexual, homossexual ou pansexual. Transexual – Condição do indivíduo cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento e que procura fazer a transição de gênero oposto através de intervenção médica (administração de hormônios e cirurgia de redesignação sexual). Homossexualidade – A prática amorosa e/ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo.

Segundo o psiquiatra Alexandre Saadeh, do Hospital das Clínicas – USP, “A genitália se desenvolve para um lado e o cérebro para o outro. Isso vai se dar por influência de alguns hormônios e algumas substâncias que podem estar circulando pela placenta e pelo cordão umbilical. E aí esse cérebro feminino numa genitália masculina, ou ao contrário, cérebro masculino numa genitália feminina, pode explicar a questão da transexualidade”, afirma. Vale ressaltar, que a identidade de gênero orientação sexual são coisas distintas, um transgênero pode apresentar qualquer orientação sexual: ser heterossexual, homossexual ou bissexual.

Com objetivo de retirar a classificação de transgêreno do quadro de transtornos mentais, da Organização Mundial de Saúde (OMS), pesquisadores mexicanos apresentaram, em julho, o primeiro estudo de campo que evidencia que as alterações na identidade de gênero não são uma doença. A pesquisa foi divulgada na revista médica britânica “The Lancet Psychiatry”. Mais estudos estão sendo feitos por outros países, inclusive no Brasil. A pesquisa mexicana, assinala que o fator psiquiátrico na população trans não é fonte da sua condição, mas pelo que sofrem com atos discriminatórios. Para Ana Fresán, uma das pesquisadoras do projeto, a reclassificação vai favorecer a discussão de novas políticas de saúde para as pessoas trans, além de ajudar a diminuir o preconceito.

Percentual de transgêneros

De acordo com a OMS, os transgêneros seriam de 2% a 5% da população mundial adulta, dos 17 aos 65 anos, entre homens e mulheres. (imagem)

No Brasil, o tratamento e a cirurgia de transgenitalização teve início apenas em 1997, com a aprovação do Conselho Federal de Medicina, através da Resolução 1482/97. Desde 2010 o Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (Amtigos), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, recebe e acompanha transexuais, seguindo orientações propostas pela WPATH (World Professional Association for Transgender Health), porém o tratamento é ajustado para a realidade do País. De acordo com o ambulatório, “além da assistência, a pesquisa e o ensino fazem parte dos objetivos do Amtigos. A produção e divulgação de conhecimento específico nessa área é tarefa importante e não dissociada dos atendimentos à população com transtorno de identidade de gênero e transexual”.

Personalidades Transgêneros

O número de famosos é expressivo no Brasil e no mundo. Transgêneros assumidos – com notoriedade pública – expõem suas histórias, na tentativa de diminuir o preconceito e combater os casos de violência. Acompanhe casos de modelos e atrizes.

leia-tLeia T, filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo

 

Lea T, 35 anos, é uma estilista e modelo transexual brasileira. Tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha de modelo e por causa de um ensaio fotográfico nu para a edição de uma renomada revista, em 2010.

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Laverne Cox, a Shopia da série Orange Is The New Black

 

A atriz americana Laverne Alison Cox, é conhecida pela personagem Sophia Burset, na série Orange Is the New Black, que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Awards na categoria Melhor atriz convidada numa série de comédia. Ela se tornou a primeira transexual a ser indicada a essa categoria. A também escreve sobre direitos transexuais e assuntos atuais alguns meios de comunicação, como o Huffington Post.

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Atriz da série Sense8, da Netflix

 

Atriz e modelo Jamie Clayton, 38 anos, atualmente, é uma das protagonistas da série Sense8.

 

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